De amar e dimissimular amor em vida, se viu no ciclo antigo de recém-nascido parco. Ok, nem tão recém assim.
Surdo dizer, de olhar mudo e falar cego; seu caminhar convexo de discurso pálido: descansou em seu corpo, tocou o seu rosto, mas não pôde intimamente senti-lo.
Preferiu não mal distinguir a alma gélida de quem a atraiu: cerrou os olhos, fechou os ouvidos, balbuciou a importância do outro... E despiu seu íntimo, fechou os olhos, abriu os ouvidos, ouviu o outro lhe susurrar valor - o dela - que esvaiu em água: negou sua pele, espécie, verdade.
O que desejou? Alto, distante, ávido por se fazer vazio, aplicado em se perceber estranho, esforçado em se fazer não sentido, em verdade querido, fatalmente amado.
Dia novo e afastou a quem lhe escrevia, a que lhe dispensou a energia, alegria, vivacidade. [...] Aquela que lhe ocultava o choro, mas entregava a alma.
Esmagada por sua (a dele), cada vez mais reincidente, ausência, brigou consigo nas horas finais sob o olhar de quem lhe recusou a vista, a presença e até o som de suas palavras.
[...]
Privou-se de quem lhe negara. Escreveu sozinha, ciclo, em folhas pretas a sua complicação: para transcrever em luz sua existência, afogar as suas mágoas, aliviar a sua mente.
[...]
Eis o que amei: o [novo] disforme.
Que se assente em sangue o meu pesar: suspiro único, brandir longitudinal no vácuo.
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