É dia, manhã de hoje. Eu não esperava ter o que dizer, entretanto preciso confessar um amor que não vi ou ouvi, mas não consigo deixar passar.
Tendo a querer explicitar minha história, que é só minha. Mas não me darei ao trabalho. Eu sei, você não vai acreditar. Ninguém acredita. Mas mesmo assim quero falar de forma vaga sobre o que ferve em mim.
Parecia uma manhã qualquer quando eu te conheci. Diferente, me despertou curiosidade. Então eu decidi por mim mesma: vou atraí-lo a mim.
As manhãs passaram a ser diferentes, as músicas começavam a ficar marcantes, as lágrimas passaram a doer mais, o conto de minha vida ficava a cada dia mais dramático. Encontrei a saída para um amor em queda. A paz em meio a balbúrdia mental que eu presenciava.
Você não era eu, e eu não era você. Mas eu encontrava um espelho quando te via. Ouvia meus dramas, experiências e frustações saírem de tua boca. Quanto mais o tempo passava, mais eu queria você.
Consegues pensar em alguém que afirma não sentir? Consegues pensar em alguém que faz terapias mentais para eliminar de si o gosto por algo desejável?
E mesmo assim eu o amei. Aquele que se esforçava para me agradar ao passo em que se esforçava ainda mais para me esquecer. E eu? Quase que de modo desmedido me entreguei em alma, ...
Estou a lembrar das noites bem claras, de tempo e trabalho investido em alguém que nunca viria a me amar ou considerar de verdade.
Vamos criar aqui um acordo? Vamos chamar amor de boa intenção, e sentimento de reação?
Podemos continuar...
Eis o que amei: o disforme. Eis o meu circuito: passível de se calcular.
À imagem do que eu fiz, escrevo. À imagem do que eu sou, eu faço, sinto.. trascrevo.
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